quarta-feira, 24 de julho de 2013

" VIIVVAAAA    A PPPPMMMM"-!!!!!!!!!!



" PM É ACUSADA DE INFILTRAR POLICIAL EM ATO NO RJ"


Obs- Após ler a matéria acima, cada vez mais chego a conclusão que o surto de loucura coletiva advindo da crise politica/social provocada pelo persistir das manifestações, principalmente em nosso Estado, aproxima-se do perigosíssimo estágio  de contaminação de vários segmentos pensantes  da sociedade, senão vejamos:

1. Todos os "protocolos" que orientam as ações de inteligência no mundo inteiro, contemplam tópicos longos e completos sobre técnicas e estratégias de "Infiltração" e "Penetração". Só a PM do Estado do Rio de Janeiro não pode ?????

2. Todos os Serviços de Inteligência do mundo utilizam-se dessas técnicas, a KGB, CIA, FBI, MOSSAD, MI/5, ABIN, CIE, ROVAP, SINCE, BND, SI, CSIS, CNI, SAI, MI/6, etc, etc... Só a PM do Estado do Rio de Janeiro não pode?????

3. Existe toda uma legislação específica que regula Planos e Doutrinas Nacionais e Estaduais de Inteligência. Só a PM do Rio de Janeiro não pode neles ( Planos e Doutrinas) se espelhar, no exercício de sua complexa missão Constitucional de Preservadora da Ordem Pública  ??????

4. Paremos por aqui, e reflitamos que o mínimo de bom senso conduziria para que em vez de criticar-se a PM, por usar essas técnicas universais de Inteligência, deveriam era parabenizá-la e incentivá-la. Repito, só a PM do Estado do Rio de Janeiro não pode?????

5. Finalmente, quanto à assunção  de posturas pautadas por acusações a  Policiais Militares, de incendiarem vivos colegas de farda, aí sim, tais acusações estão a beirar o estado de insanidade total. Impossível de acontecer. E eivada de extrema pobreza de capacidade de análise e raciocínio lógico e racional. Portanto:


VIVA A PPPMMM!!!!!!


Cel PM Wilton Soares  Ribeiro, foi Cmt Geral da PMERJ

sábado, 20 de julho de 2013

INACREDITÁVEL A FORMA DESRESPEITOSA, DESUMANA , DISCRIMINATÓRIA, COMO ESTÃO SENDO TRATADOS NÃO SÓ, OS JÁ IDOSOS HERÓIS SOCIAIS, COMBATENTES DE OUTRAS E INFINDÁVEIS BATALHAS CONTRA A CRIMINALIDADE, COMO TAMBÉM OS SEUS FAMILIARES  TREME TERRA, PODE-SE  DIZER ATÉ MESMO FORMA CRIMINOSA, CASO VENHAM A MORRER POR FALTA DE PRESTAÇÃO DE SOCORRO IMEDIATO, EM RAZÃO DO ARBITRÁRIO FECHAMENTO DE  SEU SERVIÇO DE EMERGÊNCIA  NO HOSPITAL DA PM EM NITERÓI.

1. No Brasil e no mundo foi, é, e sempre será tabu, desrespeitar familiares. Nas Guerras, sejam quais forem suas motivações, massacra-se o combatente, mas respeita-se seus familiares. Nos Sistemas Prisionais  de todo o mundo, trata-se com dureza e rigor o preso, o acautelado, o custodiado, mas respeita-se seus familiares. Nas Insurreições e Revoluções atos de violências inauditas costumam atropelar os estatutos legais, mas sempre foi praxe respeitar-se os familiares daqueles que se envolveram em aventuras e/ou autênticas campanhas ideológicas armadas.

Os familiares de todas a classes sociais costumam ser respeitados, dos funcionários públicos e privados, das carreiras de Estado, das Comunidades carentes, no nosso caso , do Sistema Criminal,  Promotores, Juízes, Defensores Públicos, Delegados. Então por que só nosso familiares PM estão a merecer tal carga de humilhação. Não, não, concordo e não concordarei nunca.;

2. O HPM/NIT foi criado em 1935 na forma majestosa que o conhecemos hoje. Antes era apenas uma humilde Enfermaria. Seu Serviço de Emergência, tendo em vista a necessidade de atendimento da demanda advinda do interior do Estado, foi criado também naquele ano. Portanto a Família Policial Treme Terra é atendida pela Emergência do Hospital da PM em Niterói há 78 anos;

3 .Qual é a justificativa para ato tão sórdido e desumano?  Falta de médicos.!!!! Como ? Se todos os Planejadores da área de Saúde da PM, ou bem ou mal nos últimos 78 anos conseguiram suprir as escalas de serviço com um mínimo que fosse, para que a Emergência continuasse funcionando, salvando vidas, e não foram poucas, de Policiais e dependentes, torno a dizer ao longo dos últimos 78 anos;


4. Sr Governador de nosso Estado, Sr Comandante Geral, Sr Diretor Geral de Saude, por favor, mandem retirar a humilhante placa de EMERGÊNCIA FECHADA da fachada de nosso HPM/NIT, a qual, diariamente, apenas ao distingui-la ao longe, diminue sensivelmente a nossa razão de viver com brio. Um pouquinho de força de vontade do P/1, Escalantes , Sargenteantes, Brigadas, etc. Sentados em volta de uma mesa, rápido, rápido, fornecerão soluções  factíveis para o problema. A Equipe de Emergência nunca foi tão numerosa assim. Isto sem contar que é capaz de existirem inclusive, Médicos voluntários na PM que nem precisem ser Cubanos.

5. Já passou da hora companheiros de  lutarmos pelo que é nosso. De fato e de direito. O Militar PM, é por formação e natureza  dócil e de postura regular de permanente obediência aos estatutos legais.  Porém, quando, forças hierárquicas que deveriam nos apoiar, nos proteger, desobedecem os limites também legais, éticos e morais e investem  arrogantemente, prepotentemente,  asssintosamente, humilhantemente, desumanamente contra nossas FAMÍLIAS, nos tirando o quase centenário direito a nossa saúde, de nossas esposas, filhos, filhas, netos e netas. E aí Guerreiro ? . Como é que fica?????
( Assim perdemos o nosso LIF, a nossa ESPM, a qual se transformou na Escola Superior do Moinho Atlântico ( ESMA); o 13ºBPM, o 1º BPM,  o nosso Campo da Força, o nosso BPTRAN, o BPMFER,o BPFMA, quase a nossa Escola da PM. Avizinha-se a perda do bicentenário QG, o 2 º BPM, o 6º BPM, o 23º BPM e quantos mais territórios patrimoniais sagrados se sabe, estariam sendo negociados  em nome da modernidade e dos gulosos choques de gestão.

Viver assim, humilhado, assim, desrespeitado assim, desonrado, assim, sem poder olhar  NOS OLHOS DAQUELES A QUEM AMAMOS E JURAMOS DEFENDER.  é melllhhooorrr mooorrreeerr!!!!!!!


6. Não aceitamos mais que permaneça a humilhante placa de  EMERGÊNCIA FECHADA ,vista abaixo, na fachada do HPM/NIT, bem como solicitamos ao Escalão Superior a quem cabe, por Estatutos legais, Éticos  e Morais a defesa dos interesses legítimos de sua TROPA, que esforços sejam envidados do urgência para que o nosso tão necessário e por que não dizer fundamental, Serviço de Emergência do HPM/NIT seja prontamente restabelecido.

Cel PM Wilton Soares Ribeiro. Foi Cmt Geral da PMERJ



domingo, 14 de julho de 2013

"FAVOR RESPEITAR OS HUMILDES CIDADÃOS DE NITERÓI"

Acima está o título que citei em postagem afim em 22 de maio do corrente, neste Blog, denominado: ESTAMOS COM GRAVES PROBLEMAS NA SEGURANÇA PÚBLICA EM NITERÓI, acreditando  ser a justa chamada para encabeçar nova matéria que postasse futuramente a respeito da angustiante situação da Insegurança Pública  em Niterói.
Fácil prever, que em breve período ele se faria necessário (o título). Afinal há cerca de sete anos a humilde população de Niterói vem sendo tratada com desprezo, prepotência, arrogância, vaidade desmedida,  sofisma, mentiras explicitas, propaganda enganosa, etc, etc, etc, no tocante a responsabilidade especifica e obrigatória por lei e estatutos morais que regulam o dever de lideres e chefes de manterem todos os Municípios de uma Unidade Federativa em condições pelo menos aproximadas de aquinhoamento equânime, dos parcos recursos inerentes a Segurança Pública, e não exercitarem assintosamente a politica pública de:  todos os "delicados"  para o território da antiga Guanabara (GPAE/ UPP) e consequentemente míseros e humilhantes super parcos fragmentos de "delicados" para o território do antigo Estado do Rio de Janeiro, ai incluídos, Niterói, São Gonçalo e Maricá.

Senão vejamos ( peço muita calma e paciência pois a situação é grave e merece uma longa consideração).

I. Todos devem ler atentamente a matéria sobre a violência e insegurança pública que se abateram sobre nossa Cidade, constante no Jornal O Fluminense de hoje, dia 14 de  Julho do corrente, página 8. Todos mesmo, os que moram, os que nos visitam e os que por aqui passam.
Todos mesmo, as avós e avôs que amam seus netos,  netas e consequentemente  suas integridades físicas e morais. Idem as mães e os pais no tocante aos seu filhos e filhas, os amigos e amigas, os vizinhos e vizinhas, os comerciantes e comerciários e também aqueles que trabalham em industrias e  seus patrões , os funcionários públicos e privados , os motoristas de táxis e de ônibus, os frequentadores das praias, piscinas  e parques, os que gostam de praticar surf nas belas ondas de nossas magníficas praias que Deus nos deu, bem como, os jovens e idosos, amantes de suas caminhadas e corridas nos calçadões. Ninguém, mas ninguém mesmo está livre da sanha assassina dos criminosos violentos que se apoderaram das antes pacatas ruas de Niterói. Enfim, todos e todas, pois me parece que a imprensa está começando a sair de um terrível estado letárgico, por que não dizer eivado de narcolepsia, e começando finalmente a retornar ao seu centenário trilho, do qual nunca deveria ter saído, de independência e capacidade de externar indignação e eternamente buscar e apresentar publicamente a verdade, e consequentemente TRATAR AS QUESTÕES SERIAS COM SERIEDADE.

II. Resumo da matéria de hoje no Jornal O fluminense sobre violência e insegurança pública em Niterói

Reforço policial já caiu quase que pela metade em Niterói

Tamanho da fonte: A- A+ Por: Ruy Machado 14/07/2013

Iniciativa para trazer mais segurança para cidade durou cerca de um mês e meio e hoje restam apenas 368 policiais dos 680 anunciados para dar mais segurança ao município

Durou pouco mais de um mês o reforço na segurança prometido para Niterói, anunciado no último dia 22 de maio pela cúpula de segurança do estado, após uma onda de violência que tomou conta da cidade. A promessa era que a cidade receberia 680 homens, sendo 100 agentes do Batalhão de Choque (BPChq), 200 PM recém-formados que seriam incorporados ao 12º BPM (Niterói), 180 policiais através do Regime Adicional de Serviço (RAS) e 200 do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Após exatos 42 dias, restaram apenas 368 policiais, ou seja, 54,12% do anunciado.
Segundo a própria polícia, os 100 policiais do BPChq foram transferidos de volta ao Rio devido às últimas manifestações. Programas como o RAS e Proeis, que deviam mobilizar 380 homens para trabalhar nas horas de folga em Niterói não conseguiram captar mais do que 168, sendo 108 para o primeiro e 60 para o segundo programa.
Os 200 recrutas recém-formados continuam no Batalhão de Niterói, porém, lideranças comunitárias da cidade temem que após ganharem experiência nas ruas sejam enviados para o patrulhamento de ruas do Rio ou integrados a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da capital.
Em meio à redução do efetivo policial da cidade, crimes de repercussão voltaram a atormentar os moradores de Niterói. Na última quarta-feira, um tiroteio na esquina das ruas Cinco de Julho e João Pessoa, no Jardim Icaraí, levou pânico aos moradores do bairro, quando dois bandidos fizeram disparos de pistola e fuzil contra um carro de luxo parado na esquina. O ataque só não deixou vítimas porque o veículo, um BMW, era blindado.
Ainda na semana passada uma mulher foi assassinada por bandidos que fecharam a Avenida do Contorno, no Barreto, para assaltar motoristas. Nem um policial federal escapou da ação de criminosos na cidade. Ele foi rendido na porta de casa em Piratininga e teve a sua residência roubada.
Dias antes, o empresário Williams de Vargas Rodrigues, de 35, foi perseguido e morto após sacar R$ 13,5 mil da agência do Bradesco na Alameda São Boaventura, no Fonseca. Em outro caso em plena luz do dia, homens armados tentaram roubar uma caminhonete S-10 nas esquinas das ruas Mariz e Barros e João Pessoa, em Icaraí. Seguranças particulares reagiram e o tiroteio deixou em pânico moradores.
Os bandidos acabaram perdendo a direção do veículo roubado, que colidiu contra um ônibus e um poste, mas conseguiram fugir. Como se não bastasse, duas viaturas do Desipe que transportavam presos foram atacadas por criminosos armados com fuzil, uma na Av. João Brasil, na Engenhoca, e outra na divisa com São Gonçalo. Num dos ataques um agente penitenciario foi morto.
“O sentimento é de impotência. Estamos cansados de reuniões. As autoridades vêm aqui, falam, prometem, e não resolvem nada. Isso é imoral, a cidade está abandonada”, declarou o empresário Oscar Motta, líder comunitário de São Francisco.
Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, Leandro Santiago, “a falta de policiamento é uma gota d’água num oceano de problemas estruturais”. “Niterói precisa passar a ser tratada com respeito. O coronel Erir Ribeiro [comandante-geral da PM] está convidado a comparecer à reunião do conselho para dar explicações sobre estes números. Mas temos outras demandas que também estão só na promessa. A Polícia Civil também tem seu efetivo reduzido. O IML de Niterói está fechado há anos e falta também parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para combater criminosos que utilizam a Ponte Rio-Niterói para migrar para a cidade”.
Responsável pelo 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), que reúne os batalhões da região, o coronel Wolney Dias garante que a retirada dos agentes do BPChq não é definitiva. “Houve a necessidade de atender outras demandas. O BPChoque foi deslocado para dar apoio durante as manifestações, o que não significa que deixou a cidade. Assim que estes eventos cessarem, Niterói terá novamente este apoio”.
Policiamento                  Anunciado em julho                      Hoje nas ruas
- Batalhão de Choque              100                                              0
- Recrutas                                200                                              200
- Proeis                                    200                                              60
- RAS                                        180                                             108  
- Total                                      680                                              368





III. Nos meados de outubro, de 2012 indignado com a forma desprezível como a Segurança Pública de nosso Município vinha sendo tratada no tocante a ausência cínica e totalmente descompromissada do envio constitucional, legal e moral, regular de recursos em efetivo, material e equipamentos, postei em redes sociais , como cidadão, munícipe, chefe de família, usuário,  especialista e integrante da Corporação, o ensaio abaixo:

      
 A SITUAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA EM NITERÓI
 

I. INTRODUÇÃO

 Em Abril do corrente (2012), em razão de nova, mas nem por isso menos regular onda de criminalidade que assolou Niterói, causando as mortes de vários niteroienses inocentes, independente de idade, profissão, grau educacional  e classe social, este Oficial registrou no Blog do Cel Jorge da Silva na seção comentários, as seguintes opiniões:

Sinto que cada dia mais, nós Niteroienses, estamos sendo tratados como débeis mentais, desequilibrados mentais, alienados mentais, etc,etc,etc..( minha real apreensão, é que isso um dia seja provado e aprovado), senão  vejamos:

II. DESENVOLVIMENTO

 Passados vários momentos de altos e baixos (mais baixos do que altos), a realidade do efetivo e as técnicas e estratégias policiais ostensivas que atenderam Niterói, a partir principalmente de 1975, mostravam em 2006 o seguinte Quadro de Situação:

1. O 12º BPM  estava com o seu efetivo em torno de 1200 homens( Em 2001 atingiu 1400 homens ),
2. Havia o GETAM ( Grupamento Especial de Policiamento Tático Móvel), os famosos boinas azuis que patrulhavam a Cidade 24 horas por dia, com efetivo de 120 homens, criado em 2001 e sediados no aquartelamento do então CPI ( Comando de Policiamento do Interior);

3. Havia o saudoso GPAE/UPP( Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais), implantado em 2002 no Morro do Cavalão, com sede em alvenaria e efetivo em torno de 100 homens;

4. Havia o saudoso GEPAE/UPP, implantado em 2006 no Morro do Estado, com sede em alvenaria e efetivo  em torno de 100 homens;

5. Haviam os saudosos Núcleos de Policiamento Comunitário dos Bairros de São Francisco, Santa Rosa, Pé Pequeno e Icaraí, sendo o de São Francisco sediado em próprio de alvenaria cedido pela Igreja de São Francisco e os demais irradiando-se da base do 12º BPM, com efetivo em cerca de no mínimo 30 homens( 1 Pelotão), cada um, implantados em 2001. ( 30+30+30+30 );

6. Havia o heróico Canil do 12º BPM, com efetivo aproximado de 30 homens e cães, implantado na década de 70, desativado em 1994, reativado em 1995,

7. Havia a atividade meio do antigo CPI (Comando de Policiamento do Interior), depois CPA ( Comando de Policiamento de Área), da ESPM ( Escola Superior de Policia Militar) e do LIF ( Laboratório Industrial Farmacêutico), que podemos estimar em no mínimo 100 homens que usualmente apoiavam o policiamento ostensivo, patrulhando as  ruas de Niterói, principalmente nos finais de semana, grandes eventos ou crises de aumento de criminalidade;

8. Havia o BPFMA ( Batalhão de Policia Florestal e de Meio Ambiente), implantado em 1988, na divisa entre Niterói e São Gonçalo, que embora com missão específica em todo Estado, usualmente cedia sua atividade meio, cerca de 50 homens em um  efetivo de 400 homens, em apoio ao policiamento normal em Niterói em situações extraordinárias e em Operações  em momentos de crises. Isso além de sua capacidade dissuasória contra o crime pela sua simples presença em garboso aquartelamento, a beira da Rodovia Amaral Peixoto;

9. Havia uma Cia Destacada, plotada em sede de alvenaria, com efetivo de 90 homens, implantada em 2006 na localidade de Lagoinha, na base do Morro de mesmo nome, na localidade do Caramujo;

10. Foram implantadas e cobertas com Policiais Militares e viaturas, mais de 15 Cabines de Policiamento, nos Bairros de Santa Rosa, Icaraí, Fonseca, Barreto, Ingá, Centro e São Francisco.


Os registros acima, nos reconduzem a um efetivo total alocado até o ano de 2006, para policiar o  Município de Niterói e Maricá na ordem de:

1.200+ 120+ 100 +100+ 30+30+30+30+30+ 100+50+90 = 1.910 Policiais Militares

 
O quadro de Abril de 2012, com o medo visitando as casas e as ruas dos niteroienses e a sensação de abandono na área da Segurança Pública de nosso Município, apresentava o seguinte desenho:

 

1. O 12º teve seu efetivo reduzido para 800 homens (o Batalhão ficou seis anos sem receber reforço);

2.  O GETAM foi desativado e seu efetivo enviado para o Rio de Janeiro;

3.  O GEPAE do Morro do Cavalão foi desativado, voltando a condição de DPO, com 3 homens por dia ( 3x3 = 9);

4.  O GEPAE do Morro do Estado foi desativado, voltando a condição de DPO, Com 3 homens por dia ( 3x3= 9 );

5.  Os Núcleos de Policiamento Comunitário foram desativados;

6.  O Canil do 12º BPM foi desativado;

7.   A atividade meio dos antigos CPI e CPA, foi transferida para o Rio de Janeiro para ocupar a Cidade de Deus, a ESPM foi vendida, o LIF foi desativado;

8.  O BPFMA foi totalmente descaracterizado como departamento militar, sua sede desativada e transferida juntamente com seu efetivo para o Rio de Janeiro;

9. A Cia Destacada da Lagoinha, no Caramujo, acredito que tenha sido transformada também em  DPO, talvez reforçada a 5 homens por dia ( 5x 3 = 15 );

10. As Cabines de Policiamento pela 1ª vez na historia da Policia Militar foram abandonadas, desocupadas, largadas, despoliciadas, enferrujadas, pichadas e tudo ficou por isso mesmo, dia após dia, meses após meses, anos após anos.  


Apurando-se o efetivo Policial Militar em Abril do corrente ( 2012), depara-se com o aterrador quadro:

1.  12º BPM- 800 homens,

2. “DPO” ex-GEPAE do Cavalão- 9 homens,

3. “DPO” ex-GEPAE  do Morro do Estado- 9 homens

4. “DPO” ex- Cia Dest da Lagoinha – 15 homens,

5.  Portanto, 800 + 9+ 9 + 15 = 833 homens.


Com o advento do bis in idem como estrategia ocupacional de algumas áreas críticas no Município do Rio de Janeiro, ( algumas inclusive estavam há anos ocupadas pelos GPAES, (o antecessor das UPP), os quais perderam força e autoridade em razão da lenta e insidiosa iniciativa de não recompletamento de seus quadros e recursos materiais, sem que os criminosos fossem presos ou mortos na forma da lei, em razão da teoria do deslocamento da mancha criminal, numerosas hordas de criminosos violentos passaram a se homiziar e operar nas áreas limítrofes, daí, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Zona Norte e Zona Oeste do Rio e Baixada Fluminense, sofreram o fenômeno do transbordamento criminal que passou a matar,roubar, roubar para matar, matar para roubar, arrombar, traficar, sequestrar, estuprar,como nunca antes tínhamos visto em nossa Terra de Arariboia.

 A verdade é, que a desproporção entre os criminosos e os agentes da lei passou, em um desequilíbrio cada vez mais crescente, a ser o principal fator de massacre consentido da população de nossa antes pacata Niterói.

Pois os números estão a nos mostrar suas vísceras sanguinolentas dos inocentes mortos, uma vez que de 2007 até 2012, o Policiamento de Niterói havia perdido arrogantemente, prepotentemente, insensatamente, 1910 – 833= 1077 homens.

Este é o numero de heróis sociais , que de 2007 até os nosso dias deixaram de proteger nossos filhos, netos, mulheres, idosos, vizinhos, amigos, visitantes. Isso sem colocarmos em pauta o aumento da população que em 1975, andava em 300.000, em 2001, 400.000 e nos nossos dias quase ou mais de 600.000 mil niteroienses e maricaenses a necessitarem o mínimo de proteção, que ou bem ou mal sempre tivemos.

 Na virada de Abril para Maio do corrente ( 2012), mercê de alguma, diria até dócil, demonstração de indignação levada às ruas e jornais pela apavorada População clamando por segurança, alguns  jornais  anunciaram que um grande reforço estava sendo objeto de planejamento através dos responsáveis pela Segurança Pública.

 Alguns dias após foi tornado público o grande reforço policial para Niterói em caráter imediato, que registramos, abaixo:

1. 200 homens para reforçar o efetivo do 12º BPM;

2. 100 homens para compor uma Cia Destacada no Morro do Cavalão;

3. 100 homens para compor uma Cia Destacada no Morro do Estado;

4.  Rondas diuturnas a serem realizadas pela Cia de Motocicletas do Batalhão de Choque do Rio de Janeiro;

5.   Rondas Ostensivas em Comboios, a serem realizadas pelo BPChq( Batalhão de Policia de Choque) e BOPE( Batalhão de Operações Policiais Especiais)), ambos  do Rio de Janeiro;

6.   1  Esquadrão de 30 Homens e Cavalos para patrulharem diuturnamente a Região Oceânica;

7.   Aplicação do recurso do reforço de policiamento através dos PM de folga, em razão de nova legislação que permitia o “ bico oficial” através de pagamento, projetos conhecidos como PROEIS e RAS ( os homens de braçadeiras vermelhas). Uma ótima solução, mas tem vantagens e desvantagens, assim como não é uma panaceia para todos os males da Segurança Pública.



III.CONCLUSÃO

Em Outubro do corrente ( 2012), após uma inquietante calmaria, nos deparamos com o quadro abaixo:

 1.Os 200 homens que vieram como reforço em abril, há muito já deixaram a terra de Araribóia, em direção ao sortudo Bairro do Leblon para comporem UPP;
2.Os 100 homens da “Cia Destacada” do Morro do Cavalão, nunca existiram, continuando lá o DPO ex GPAE ( que já teve 100 homens), com 3 homens por dia;

3. Os 100 homens da “Cia Destacada” do Morro do Estado nunca lá compareceram, continuando lá o DPO ex GPAE ( que já teve 100 homens), com 3 homens por dia;

4.  A Cia de Moto Patrulhamento, após alguns bordejos pela Cidade, seus integrantes nunca mais foram vistos, nem individuais nem em casal;

5.  O  reforço de Cavalaria, logo no inicio, mercê das dificuldades de alojamento, teve seu plantel acometido de gripe equina e  desapareceu rumo a longínqua  Campo Grande, sua Sede;

6.  Os comboios do BPCHq e BOPE, estão sendo chamados pela população de Policiamento Conceição, se patrulhou, ninguém sabe ninguém viu....

7.  Os “ braçadeiras vermelhas” tem sido o fato novo. O verdadeiro ovo de colombo,  foram e sempre serão sempre bem-vindos, só não podemos esquecer que são Policiais trabalhando nas folgas, ( com todas as suas vantagens e desvantagens).


E assim,  na virada de Outubro para Novembro ( 2012), nós niteroienses estamos a ver nosso filhos sendo assaltados e alguns mortos, vendo donas de casa sendo estupradas dentro de suas casas após serem roubadas, vereadores sendo mortos a rajadas de balas em frente as suas casas, Desembargadores sendo metralhados ao buscarem seus netos em escolas tradicionais, sequestros relâmpagos , mulheres e homens baleados às portas de bancos, famílias sendo feitas reféns após terem tido suas casas arrombadas,tiroteios ensurdecedores nos morros, hordas consumindo crack a qq hora principalmente nos bairros de Icaraí e Centro, traficantes exercendo sua mercância da morte à luz do dia, terror,terror,terror( de muitos), indignação, indignação, indignação( de poucos), mentiras, sofismas, mentiras( de alguns).

E assim , a sociedade Niteroiense, cada vez mais dócil, dócil, dócil. Portanto, a aparência, como as coisas estão se encaminhando, é que não há solução, o que não quer dizer que, se deva parar de lutar, isso nunca. Ousar lutar, ousar vencer. Mas, é importante trazer à baila alguns finais considerandos, para que encerremos esse pequeno ensaio sobre Niterói, Crime, Segurança e Policia.

O 12º BPM está lutando como um leão, combatendo e tentando estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Aliás, ele além do Batismo de Araribóia, teve também a seu tempo o apelido de Batalhão do Leão. Mas, com a penúria de contar com apenas oitocentos e poucos homens( efetivo menor que nos últimos 47 anos, data de sua fundação), quando deveria ter no  mínimo dois mil, torna sua tarefa constitucional de preservar a Ordem Pública e realizar a Policia Ostensiva, quase impossível. É uma covardia institucional o que se vem fazendo com essa Unidade Operacional, e com a população niteroiense e maricaense.

 
Nunca se viu tanta arrogância, prepotência, certeza da impunidade, ausência de zelo com a responsabilidade pública e falta total de cobrança dos mecanismos republicanos, a tentar reparar, amenizar que seja, a discriminação que a população de Niterói está sofrendo, ao mesmo tempo nunca se viu tanta docilidade, subserviência, submissão, conformismo, acomodação e espírito de colonizado  da sociedade niteroiense, sociedade essa que já escreveu incontáveis páginas históricas e heróicas na formação da Nação Brasileira, tendo sido inclusive reconhecida em textos legais como a principal responsável pela defesa e consolidação do Sistema Republicano em nosso Pais, uma vez  que  impediu através de sua Policia Militar Treme Terra, que os  os sublevados da revolta da Armada aqui fixassem a sua base operacional, no ano de 1893 ,para então derrubar a jovem República sediada no outro lado da Baia de Guanabara.

 O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A SOCIEDADE NITEROIENSE?????????

 Niterói, 28  de Outubro de 2012

 Cel PM WILTON SOARES RIBEIRO ( foi Chefe do Estado Maior Geral e Comandante Geral da PMERJ)


IV. De lá para cá, mercê da insana luta do Batalhão da área, o 12º BPM, um herói institucional, correndo 24 horas do dia e da noite, "da sala para a cozinha, da cozinha para o quintal, e vice-versa", no combate a crescente criminalidade, apenas perdendo efetivo, sem reposição, dia a dia, em razão de novas falsas promessas, hoje confirmadas como falsas ou pelo menos incompletas, nova matéria inerente foi postada, desta vez já neste Blog, em 22 de  maio do corrente, a qual reproduzo abaixo:


quarta-feira, 22 de maio de 2013


ESTAMOS COM GRAVES PROBLEMAS NA SEGURANÇA PÚBLICA EM NITERÓI


Obs: O 12º está trabalhando como nunca, mas com 700 homens efetivos , não há como dar conta da demanda regular, violenta e   ousada da criminalidade.



Primeira página de " O FLU" de hoje( 22/5/2013):  "Niterói ganha mais 680 Policiais para patrulhamento da Cidade".

O que vemos no entanto como noticia real no interior do Jornal é :


 1).100 Policiais - ( Patrulhamento e incursões EVENTUAIS do BPChq, ou seja , até que problemas de CDC ( Controle de Disturbios Civis) ou ações criminosas violentas no Municipio do Rio de Janeiro, levem  a "Tropa de Reforço" de volta para lá);


2). 200 Policiais- ( Recrutas a SE FORMAREM no CFAP, muito bom, muito bom não, ótimo.  Apenas há que se considerar que esses " bolas de ferro " vindo em Junho, só estão ECD ( Em Condições De) daqui há alguns meses, após absorverem a experiência dos mais antigos;


3). 180 Policiais-RAS ( Bico oficial, nada contra, muito pelo contrário, defendo ativamente o projeto, mas o conceito sempre será o de recobrimento, e não efetivo, o de complemento e não o principal, ou seja, estão novamente tomando o Contingente pelo Conteúdo);


4). 200 Policiais-PROEIS ( Bico Oficial- idem);


 :. 680 Policiais de "reforço" total.

Ainda se anuncia como  efetivo de segurança a mais:


5).100 Policiais- ( Policiais Civis, QUANDO for  construída a nova Delegacia de Homicídios em Niterói).

Portanto, o título desta postagem poderia ser:  CONTINUAM NOS TRATANDO COMO ALIENADOS MENTAIS, ou,   É INACREDITÁVEL COMO NITERÓI TEM SIDO TRATADA  COM DESPREZO ABSOLUTO NA ÁREA DA SEGURANÇA PÚBLICA, ou,          ESTAMOS A MERCÊ  DA VAGABUNDAGEM, ou, O EFETIVO DO 12 º BPM É O MAIS BAIXO DOS ÚLTIMOS 38 anos, ou, EXISTE UMA DIFERENÇA TÉCNICA BÁSICA  ENTRE APOIO E REFORÇO, OU PELO MENOS HIPOTECA DE EFETIVOS  ou, ou, ou...........etc,etc,etc......

Porém, por questões de princípios , e criação/formação, a próxima postagem a respeito do assunto, como cidadão niteroiense será:

FAVOR RESPEITAR OS HUMILDES CIDADÃOS DE NITERÓI
 
 
V. Encerro, ratificando o angustiado pedido para que todos e todas leiam a matéria de hoje (14 Julho de 2013) do Jornal O fluminense, página 8, bem como ratifico absolutamente, o título da presente postagem  deste blog, como :

FAVOR RESPEITAR OS HUMILDES CIDADÃOS DE NICTERÓY. ou ,

Não aceitamos essa história, consagrada  no anedotário da Corporação de " vai lá e dá um sacode que eles batem palma ( lembrar inclusive, de Sylvester  Stallone, por ocasião de entrevista a respeito de suas filmagens em " os mercenários", no Brasil)  e logo depois esquecem", ou,

" O efetivo do 12ºBPM, mercê do reforço, ou já me parece pelos últimos comentários, apoio, dos 200 "bolas de ferro", ainda é o mais baixo dos últimos incontáveis anos"


Cel PM Wilton Soares Ribeiro, foi Chefe do Estado Maior Geral e Comandante Geral da PMERJ.
 
 
 
 
 



 


 

 



quinta-feira, 27 de junho de 2013

MEU INESQUECÍVEL JAÚ

ESCANINHO DE RECORDAÇÕES

MEU INESQUECÍVEL JAÚ

Existem sonhos que nascem e morrem conosco, outros conseguimos realizar e merecem ser compartilhados.
 
Sempre tive vontade de pescar no Pantanal Mato-Grossense. As dificuldades, o ambiente rude de Selva, a circunspecta, sábia e agradável solidão, a diversidade da fauna e da flora, minha queda pelo ambiente selvático, o tamanho dos "gigantes", me atraiam sobremaneira.

Lia a respeito em várias revistas especializadas. Continuo lendo e colecionando.
Visitei a serviço o Mato Grosso, tanto do Sul como "do Norte". Sempre como disse, à serviço, pela PM. Ora para participar de Seminários de Narcotráfico nas Fronteiras, ora para atuar como Instrutor em Instruções Especializadas ou  Operações Integradas  com outras Forças. Mas nunca pude reservar um mísero torrão de tempo para lançar um pedaço de linha dentro d'água em busca de um Pacu, Pintado, Piranha, Corvina, Dourado ou outro qualquer habitante fluvial local.

A vida continuou e o sonho não se materializava. Ora e muito ora, falta de dinheiro, ora falta de planejamento, ora de tempo, ora de como saber fazer para concretizar a vontade de pescador.
Um belo dia, por razões fortuitas, em comparecimento ao aniversário de meu amigo José Carlos Erthal no Município de Bom Jardim, conheci o  Engenheiro  Afonso Erthal, pescador emérito  e regular das terras pantaneiras. Surgiu o assunto e ele imediatamente me convidou para sua próxima pescaria, claro que imediatamente também aceitei.

Em um dia de Agosto  do ano de 2004, após obter permissão da D. Dalva, embarquei em um ônibus fretado em Nova Friburgo, junto com uma equipe de mais 13 pescadores amadores, os companheiros: Afonso, Augusto, Carlinhos Santos, Carlinhos Ferreira, Mauricio, Wilson, Celio, Jorge Pontes, Emilio, Thiers, Thales, Carlyle e Nelson, os quais em sua maioria já por 10 anos  repetiam o mesmo ritual.

Enfrentamos 30 horas de viagem ( dai a necessidade de 2 motoristas) até  chegarmos em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Cada um com seus apetrechos pessoais, equipamentos diversos, varas pesadas, molinetes robustos, carretilhas, demais tralhas, complementos e ansiedades. Lá viemos conhecer as iscas próprias: minhocuçu, tuvira, muçum, peixes pequenos vivos/mortos ( iscas brancas), frutas ribeirinhas( pequenas melancias, maracujás e abobrinhas), sem contar com uma infinidade de iscas artificiais.

Embarcamos em uma Chalana, Barco Hotel, muito confortável, de nome Paola I, com camarotes para 14 passageiros, em duplas, contendo banheiro, cama beliche  e restaurante comum. Amarrados a Chalana lá iam 7 botes de alumínio, com motor de 25 CV, reservados para nossas incursões.

Sobe-se cerca de 300 KM o Rio Paraguai. Paradas são estipuladas pelos organizadores, permitindo que em cada uma se procure um tipo de peixe. Duplas são formadas e com seu Piloteiro partem entre 5 e 6 horas da manhã. Ás vezes fica-se direto até as 18 horas na faina, e às vezes retorna-se para almoçar, mas sempre encerrando a pescaria no final da tarde por medida de segurança (o esturro da onça é perceptível incontáveis vezes, principalmente ao anoitecer). O equipamento é bruto , Molinetes,  Carretilhas, Varas, Linhas, Anzóis e Miudezas que suportem pelo menos Peixes  de 15, 20 Kg ou mais, muito mais. Pelotas de chumbo para JAÚ , a maioria entre 200 e 400 gramas ou mais, completam a tralha.
 

Nossa dupla foi formada  pelo  Dr Afonso, nosso querido GLP ( Grande Líder Pescador ) conhecido como caçador implacável do Tubarão do Rio Paraguai, o JAÚ e por mim, marinheiro de 1ª viagem. O Piloteiro foi o Fernando, conhecedor profundo das manhas dos peixes pantaneiros.

Após toda uma extensa noite de navegação fluvial, com uma radiante manhã batizada por excelente desjejum, finalmente saímos para o primeiro dia de pescaria. O piloteiro Fernando nos reservou uma exploração nos "poções", acidentes geográficos de grandes profundidades e submetidos a inclementes correntezas. Pois é lá o habitat do poderoso JAÚ. Não saia de minha cabeça ter que lançar e puxar no molinete com frequência, chumbadas de 200/400 gramas.  E foi exatamente o que aconteceu. É realmente uma pescaria radical, em tudo e por tudo. Lançar a chumbada na forma tradicional é quase impossível. Usa-se assim o seguinte artifício. O piloteiro nos conduz ao centro do "poção", abre-se a argola de controle, libera-se a super chumbada, e com o barco em alta velocidade em direção a uma das margens do Rio, segura-se o caniço com firmeza e cautela, soltando-se o máximo de linha possível. Ao atingir a margem é só trancar, posicionar-se e esperar.

O JAÚ é um peixe  de couro cientificamente chamado JUNGARO JAHU, que domina os "poções" dos rios, os quais possuem cerca de 20, 30, 50 metros de profundidade ou mais.
É um Bagre gigante que atinge até 2 metros  e 180Kg. Normalmente encontra-se no Pantanal do Sul, com peso até 70, 80kg.
É peixe valente, peso pesado, lutador de MMA, mas nem por isso menos manhoso. Sua grande boca e cabeça enganam o pescador "bola de ferro". O JAÚ não arremete desesperado contra a isca, a exemplo do Dourado. Não abocanha o pequeno cascudo, o chumaço de minhoca, como seria proporcional a sua bocarra, e sai como um busca-pé já ferrado,  fazendo o freio do molinete gritar, conforme eu pensava.

É bicho manhoso, com jeito de "cerca Lourenço". Chupa o minhocuçu, a tuvira, o cascudo, o muçum, o acari, a curimba,  como se fossem iguarias francesas a serem degustadas com solene calma e circunstância, com o cantinho de boca, no caso com o cantinho da bocarra.

Lançamos nossas iscas nos poções e nos preparamos para aguardar longos períodos , ao mesmo tempo que cruzávamos os dedos para que as Piranhas e ou Armaus/Abotoados não encontrassem nossas iscas antes dos procurados JAÚS.

Passado algum tempo, e algumas liberações  olímpicas de chumbadas ( haja braço), foi aí que chegou a minha hora... Com  todo seu aparato bucal, o JAÚ faz apenas uma pequena pressão na isca, cheira, torna a cheirar, passa seus bigodes em volta da isca, envolve-a com sua gosma natural e começa a puxar devagarinho. Aí começam as nervosas  adivinhações,- é um pequeno Mandi, é um filhote de Cachara, é um famigerado Armau/Abotoado, um Palmito saliente !!! A linha   0.70 então se retesa. O silencio é absoluto. A respiração se torna pesada. O Bugio ruge mais forte, as Arâncoras e os Caracarás bradam suas gargalhadas no interior das macegas, como a zombarem da taciturnidade do Tuiuiú mais próximo.




O " bola de ferro" Wilton atento, já então com algum suor, a cobrir-lhe o rosto. A ponta do caniço ( Combate, suporte de 80 Libras) começa a baixar lentamente , o Piloteiro então fala baixinho, atenção, é ele, é o JAÚ, conte até dez e ferre com força. Difícil acreditar. A linha cada vez mais retesada, a ponta do caniço continua a descer. È fibra maciça, começo a contar, 1,2... 5...Afonso então fala pela primeira vez, é ... esse é grande Coronel, cuidado , não deixe a linha nem a vara encostarem na borda do barco. Nesse momento tudo vem a cabeça. O rabo dos olhos faz uma viagem, o Rio Paraguai, o céu, os pássaros na margem, o barulho dos Guaribas urrando próximos, a ponta do caniço, a linha parecendo feita de fio de aço, e aí bate um inicio de desespero. E agora ? O equipamento vai aguentar? Será  que a vara é  mesmo resistente? A linha e os distorcedores, será que  resistirão ao peso do "monstro"? Será que fiz todos os nós de maneira correta? O anzol nº 9 vai abrir ? A técnica da ferrada estará mesmo certa? Ou ficarei com cara de bobo, sujeito a gozações dos companheiros e piloteiros ? Tudo isso em uma fração de segundos.......

Decido. É comigo mesmo , não vou esperar até dez de jeito nenhum, 6,...7 e ,  sinto entre meu cérebro, minhas mãos e braços, a vara, o molinete, a linha retesada, o anzol e a isca, que meu Peixe está ali, que o Peixe da minha vida está ali, a meu alcance, nesse momento me transformo em um pescador semi-experiente. Mais 2 centímetros de baixa de vara dou a primeira fisgada. Todo o conjunto ficou pesado. Escuto um grito do Piloteiro,- confirma Coronel, confirma que ele está pedindo mais....
Dou a segunda fisgada, agora não tenho mais dúvida  que estou com um peixe grande na linha.  Agora sim , agora é que a briga começa. Imediatamente o freio do Molinete Daiwa, Modelo BG 60, dispara em um ruido que poucas pessoas tiveram o prazer de registrar. Ajeito a vara de pesca. Não posso me emocionar nesse momento , tem que ser briga de inteligencia. Se eu puxar ao mesmo tempo do disparo do freio do Molinete a linha não resiste. O que tenho que fazer é sustentar o conjunto, pedir a Iara e Netuno  que o peixe não encontre galhadas e troncos no fundão do Rio para o enrosco fatal, e arrumar o caniço para não tocar no barco, e assim criar um obstáculo que poderá quebra-lo. O peixe pára de repente, começo a recolher linha, sempre cuidando para a mesma e a ponta do caniço permanecerem causando tensão na boca do peixe. É ai que um novo mundo  no esporte da pescaria se abre para mim. O barulho da fricção do molinete, alto, vibrante, em alguns momentos impedindo que se percebesse outros sons da natureza ou dos colegas.   É realmente adrenalina pura. Aí pude sentir que a reação da fricção  do freio do aparelho te atinge pela vibração passada através da vara de pesca, não necessariamente pelo ar, vibrando e impregnando  todo seu corpo. E tome linha, e recolhe linha e tome linha e recolhe linha. O piloteiro experiente, imediatamente havia liberado o bote dos camalotes( gigogas) ribeirinhos e com o motor bem devagar, seguia o peixe, ajudando-me bastante, alertando apenas para que não deixasse ele ir para  fundo do poço (alguns tem mais de 50 metros de profundidade). Mas como? Como evitar ???

Não penso em mais nada, o momento do paralisante receio da vara quebrar, da linha estourar, do anzol abrir, do distorcedor quebrar, do molinete trincar,  já havia sido  superado. O superficial gotejar de suor no rosto, agora era um rio caudaloso a ensopar todo o corpo, os braços doíam, o pescoço parecia suportar pesada cangalha.  E o combate prosseguia. Era o meu peixe.....

Após infindáveis minutos que mais pareceram horas, o bichão parou. Nada quebrou, nada arrebentou a linha permanecia com aquele peso, agora já mais  suportável. Os braços ainda estavam a reclamar, as mãos latejavam.  A rotina até certo tempo saudável, de puxar e monitorar pela fricção desembestada, cessou. O piloteiro falou. Ele cansou Coronel ( Já haviam passado cerca de 30 minutos entre a primeira pressão na linha e aquela parada). Calma, muita calma agora, vou recolhendo linha e deixando ela sempre retesada , vara e linha. Adrenalina saia pelos poros. Roupa  colada no corpo. O calor era forte, muito forte.

De repente as cabeçadas. Teria eu pescado um bezerro insubordinado ???? Cada vez que eu recolhia alguns metros de linha o JAÚ respondia com vigorosas cabeçadas, provocando, agora com menos tempo e intensidade, novos disparos da fricção do molinete. Mais algum tempo de luta e a superfície próxima ao bote se torna revolta, pequenos redemoinhos e grandes borbulhas anunciam que o "monstro" estava chegando a tona . Ato contínuo, uma grande cabeça animal se apresenta fora d'água. Era realmente um grande e belo JAÚ, meu primeiro peixe que poderia chamar  de porte.

Ouviu-se um grito, -não deixe ele encostar no baaaarco-, era o Afonso, velho de guerra. A principio procurei obedecer mesmo sem saber porque. Mas depois intuí, ele era grande e forte, não enorme ( com a continuidade das idas ao Pantanal tive oportunidade de ver peixes muito maiores) , mas  para mim, naquele momento ele era o maior peixe do mundo..., e com certeza usaria a lateral do barco como alavanca para arrebentar todo o material e desaparecer nas profundezas do Rio Paraguai. Como sempre, tinha razão o Dr Afonso.

Me recompus (estava com o corpo todo torto), levei a vara mais a frente de meu corpo, afastando-a o máximo que pude da borda do barco. Naquele momento, meu corpo, a vara, o molinete, a linha, o anzol, e já agora o Peixe, eram novamente uma coisa só. O "Imperador" ( este título foi dado posteriormente ao JAÚ, pelos outros pescadores) não me escaparia ( passavam pela minha cabeça naquele momento pensamentos estapafurdios e irrealizáveis, tipo, se necessário, mergulharia no rio em cima do peixe se eu sentisse que ele estava para escapar).

A partir daí foi relativamente fácil,  consegui, com muita cautela, mantendo  a linha sempre esticada, trazê-lo, cansado, vencido, a beira do barco e o embarcamos sem muito esforço. O peixe tinha 1,27 metros de comprimento e 51,7 KG de peso, apurado já na Chalana. Fora uma luta de cerca de 35 minutos. Eu também estava exausto. Sua enorme cabeça se destacava do resto do corpo, sua cor era diferente dos outros JAÚS que eu havia visto em fotografias, sua pele era enegrecida.  Seus barbilhões( bigodes) possuíam um movimento frenético. Os ferrões e nadadeiras eram enormes, seus pequeninos olhos reviravam-se. Um muco leitoso escorria por todo seu corpo.
Não tive tempo de decidir se o soltaria ou não. Infelizmente a luta pela sobrevivencia havia sido demasiada para aquele belo espécime. Em poucos minutos, emitindo um ronco como se fosse um felino e um bufado como se um equino fosse , o magnífico JAÚ fechou os dois pequenos olhos e parando de se debater aos poucos, ficou imóvel. O Piloteiro assumiu o momento falando, Coronel, Dr Afonso,  isto não é normal, mas eu já vi outros peixes morrerem assim,  e ninguém até hoje por aqui conseguiu saber porque. Vamos embora. Tá na hora do almoço. O barco começou a se mover, Afonso falou, não fique assim Coronel, é da vida. Instintivamente passei a mão por todo corpo do JAÚ e falei entre entristecido, desconfortável e algo comovido, obrigado e desculpe companheiro, não era essa minha intenção, que o Todo Poderoso Senhor dos Rios o leve para o mais piscoso Corixo do Paraíso.

E continuamos a pescaria.

sábado, 22 de junho de 2013

A História do CAVEIRÃO ( 4ª Parte)

ESCANINHO DE RECORDAÇÕES
 
Continuação.
 
Um tiroteio frontal infernal teve inicio. Até ai tudo bem. Em conduta de Patrulha, o procedimento protocolar seria abandonar imediatamente as  Viaturas, abrigar-se como puder, responder ao fogo de forma seletiva ou com toda potencia de fogo, e progredir, se possível em direção ao objetivo. O Batalhão lidava com essas situações com absoluta regularidade, portanto até aí, nada de novo, além das descargas de adrenalina, mas isso faz muito bem a saúde.
Mas dessa vez havia um fato novo. Um sorriso sarcástico apareceu no rosto do Caveira 05, o Cap Moura, que passou a falar baixinho, rangendo os dentes- eles não sabem ainda que estamos com o Blindado Paladino, nosso protetor e arma secreta....E mais sarcástico ainda, em meio ao enxame de "abelhas de chumbo" que passavam cada vez mais perto, já começando a me deixar um pouco mal humorado e porque não dizer um tanto  irritado ( nunca me senti muito confortável  ao tomar tiro), o Caveira 05 continuou falando, dessa vez um pouco mais alto, como se estivesse falando sozinho- seus ratos, estão me ouvindo seus ratos de barriga branca, o Paladino da Justiça está aqui...., na nossa frente, junto de nós, para nos proteger, com seu manto de chapas de aço. Nós vamos esmagar todos vocês, vamos esmagar........
 
Aí aconteceu ao mesmo tempo, tiro, bomba, granada e desastre. É que o motor do Paladino iniciou um processo de infarte agudo do "miocabeçote", oriundo dos fatores de risco, velhice, tiro de fuzil no lombo, granada na "sola dos pés", excesso de peso e necessidade de acessar ladeira íngreme. O somatório desses fatores condicionantes para o mal, foi fatal para nosso aliado. O bicho bem  na nossa frente, começou a tossir, tremer, estertorar, patinar, e a emitir ao fundo um barulho que lembrava um esgar de agonia. À frente, e nas laterais, uma cortina de tiros, muitos tiros, granadas muitas granadas, se abatia sobre nós. O nosso protetor, ali, paradão, tipo cavalo teimoso do regimento Heitor Cony acometido de  vícios redibitórios, a recusar obstáculos, naquela fria madrugada,  na escuridão daquela  estreita rua do Morro da Mineira. Até que, na fração de segundos que pareceram horas que esta situação durou, ele, o Paladino, o "Trem de Aço", começou a recuar. Com todo aquele tamanho e peso, começou a  recuar justamente  sobre o nosso carro que vinha imediatamente atrás.

Aquele parrudo para- choque traseiro começou a esmagar a frente de nosso velho Opala. incluindo aí, nessa altura já parte do motor, que começou a liberar um doloroso ruido  de ferro sendo despedaçado. O problema era que eu, o motorista e o Caveira 05 ainda estávamos dentro dele. A rapidez com que tudo havia acontecido, não nos tinha ainda permitido o desembarque sob fogo inimigo.
Foi aí que, com um barulho seco, e bastante alto, mesmo para aquele quadro de situação, seguido de rolos de fumaça ( até hoje tenho a lembrança de que eu teria sentido naquele momento, além da fumaça, algo parecido com cheiro de enxofre), a porta trazeira do Paladino se abriu e rostos pintados de preto e verde, ferozes, surgiram saltando, pulando,  bradando gritos de guerra ( alguns pronunciavam eram palavrões mesmo), com as alças e massas de seus Fuzis Automáticos Leves  buscando alvos a responsabilizar. Era a Guarnição que estava sufocada dentro do Blindado.

Tenho até hoje comigo a bélica imagem da silhueta daquela cena proporcionada pelo contraste: Caveiras em formação de combate, Fuzis guarnecidos, e os clarões do fogo inimigo ao fundo. Era como Cloroacetofenona ( gás lacrimogêneo) lançado em quantidade, dentro de formigueiro ou cupinzeiro. Nesse instante, como se tivéssemos combinado antes, nossos instintos acordaram ao mesmo tempo, o motorista, eu e o Cap Moura. As portas direitas do Opala, na fração de segundos que o esmagador Paladino permitiu, foram abertas a coturnadas, e como se dizia na Ilha Grande, no tempo que lá trabalhei, " caímos na folha", buscando instintivamente uma viela estreitíssima e escura, situada na perpendicular da rua principal. Lá,  nós três e mais dois combatentes da Guarnição do Paladino, passamos imediatamente a fazer parte do reboco, tal foi a nossa capacidade de virar parede e piso. Tudo na busca mimética de nos tornarmos invisíveis e intangíveis à colmeia de balas ( projetis) que com fidelidade absoluta ao fuzis dos traficantes, buscavam nossos corpos ( naquela época, coletes à prova de bala, na quantidade, conforto e eficácia que conhecemos hoje, eram sonhos inimagináveis). A segunda reação foi escrutinar com os olhos de onça e caveira, o túnel onde havíamos nos metido, em busca de atiradores inimigos ou  vestígios dos mesmos, pois naquela situação  poderíamos facilmente nos deparar com destrutivo fogo cruzado. Tal não aconteceu, e a partir daí nos concentramos na forte e regular barreira de tiros que vinha da parte superior da rua. Cabe registrar que nesse momento a sensação, em razão da ação das outras Patrulhas do Batalhão, era de que todo o Morro estava imerso em tiroteio .
O fato novo naquele instante, além dos tiros, era que mais uma vez o Paladino parecia ter passado para o lado do inimigo. Suas chapas de aço, em ângulo adverso, atravessadas no caminho principal, propiciavam cada vez mais condições para que estilhaços  e projetis ricocheteados, passassem a centímetros das sanguessugas  achatadas nas  superfícies possíveis, que éramos nós (ah que saudade das instruções de cobertas e abrigos verdadeiros). O Caveira 05 não parava de grunhir, tentando encontrar um humor que realmente ninguém tinha naquele momento, mas ele continuava falando com os dentes cerrados -Blindado traidor, além de tentar esmagar a gente, ainda quer nos transformar em peneira. Calabar, Calabar.....
 
Consegui contato por sinais e berros com alguns Combatentes dispersos mais próximos, a maioria na mesma situação que meu pequeno grupo, e formando uma nova Patrulha de Combate, com o bravo Cap Moura como homem ponta , dada a criticidade do momento, iniciamos a progressão em direção ao grosso dos tiros. Isso foi possível porque nesse ínterim, as Patrulhas  que receberam a missão da abordagem das Torres para o Campo de Futebol, conseguiram após penoso deslocamento colocar os traficantes da contenção da principal boca de fumo em situação de fogo direto, o que ocasionou, infelizmente  para a Comunidade, até hoje quero crer que por puro acaso, a destruição de dois enormes  transformadores de energia elétrica, provocando  um imenso apagão na Zona de Combate, permitindo assim que nos deslocássemos, morro acima,  em maior grau de segurança. ( CONTINUA)

 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

VIVA A PM, VIVA OS POLÍCIAS !!!!!!!!!!!

Revirar baú de recortes de jornais, é extremamente perigoso para o coração. Mas , apesar do risco de encontrar-se de vez em quando matérias que podem levar a fatais emoções, também podem levar a garimpo vitorioso de contexto geral, conforme a pérola abaixo, de autoria do jornalista e renomado escritor português Guilherme de Melo, que fui resgatar na página 18 do Diário de Noticias, de Lisboa, do dia 4 de Maio de 1986, Domingo.


"OS POLÍCIAS

 DELES se tem dito o pior. O mais chocante. O inimaginável. Com alguma razão, reconheça-se. Por culpa  de alguns  - que importa não confundir com os demais. Uma coisa é a parte, outra o todo. Uma a árvore, outra a floresta. Lugar-comum? Decerto. Mas que é  assim, é.

Neles, se aponta a prepotência, a arrogância, o usar da força sem, muitas vezes, cuidar, antes, de saberem se lhes assiste usá-la. E provavelmente, não.

No fundo, o problema é, essencialmente, um problema de educação. Ou de falta de educação. De incultura. De impreparação. E passa por uma coisa chamada civismo. Porque são os guardiões do cidadão como entidade cívica, deles se espera e a eles cabe o próprio exemplo de civismo. Que nem sempre têm. Ou por outra: de que nem sempre têm a ideia exata.

Deles se diz tudo o que se sabe  - esquecendo, entretanto, o medo que à noite alastra na cidade poluída, espreita às portas, entreabre as janelas. Que se deita na cama de cada velha solitária e acompanha as férias de cada família ausente da casa fechada por um mês. O medo que escreveu " proibido" em cada parque da cidade, que assoma às esquinas e se oculta pelos portais. Um medo que veste blusão e mastiga chiclete, usa o esticão ao passar rente a quem passa e rasga a distância, impune, sobre as motorizadas roubadas. Anda de ponta-e-mola e usa espingarda de canos serrados.

Eu sei. Eu sei que tudo isso é fruto da sociedade que de dia para dia fomos deixando apodrecer - e acabar com ele implica, antes de tudo e acima de tudo, curar essa sociedade que gangrenou. Só que , enquanto isso se não faz ( e conseguirá, ainda fazer-se ?) o medo é o rei e senhor da cidade - e eles, apenas eles, o outro medo que o trava. Ai de nós se, com todos os seus erros, com todos os seus defeitos, com todos os seus excessos a corrigir, apesar de tudo eles não existissem - os Polícias....."
Guilherme de Melo


Obs1- E este quadro acima não previa a Cidade tomada por bandos de vândalos, saqueadores, arruaceiros, baderneiros, destruidores da Ordem Pública, incendiários e ladrões de todo gênero........

Obs2- Minha Polícia ( PMERJ) é filha da Polícia Portuguesa ( GRP, hoje GNR), com muita honra.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Ainda não à venda do QG/PMERJ. Visão estratégica.


Segue abaixo, parte de texto confeccionado em Março de 2012, dado  a conhecer junto ao Clube dos Oficiais da PMERJ (AME) e publicado neste Blog em 1º de Junho do corrente, sob o título: "Não à venda do Quartel General da PMERJ, "NON PASSARAN".
Tal documento abordou o problema sob três aspectos, o histórico, o ESTRATÉGICO e o do amor/respeito institucional.
O que cabe registrar, de acordo com os princípios da conveniencia e oportunidade, no momento é o aspecto ESTRATÉGICO, isto é : e se realmente o QG/PMERJ for vendido, e seus ocupantes passarem para o prédio do BPChq, e a sede do BPChq for remanejada para o Quartel do antigo 24º BIB (Batalhão de Infantaria Blindada) do Exército Brasileiro, conforme o planejado pelo Escalão Superior??? Tal Quartel fica na Av Brasil. A quilômetros de engarrafamentos impiedosos do TO (Teatro de Operações) onde historicamente se realizam as grandes manifestações na Capital Fluminense ( Candelária, Rio Branco, Cinelândia, Pr Vargas). O BPChq vai chegar a tempo??. E se for baseado com antecedencia, onde será, tendo em vista que o único espaço físico/útil/estratégico, já terá sido vendido, o QG/PMERJ????? Creio que já passou da hora de um sensato PODER MODERADOR atuar e impedir tal  infeliz ideia de venda/demolição/destruição do QG/PMERJ. Antes que seja tarde demais:

.Parte do texto..............................................................................................................
"Não conseguimos igualmente, vislumbrar, como, além de responsabilizar-se pela Polícia Ostensiva, também preservar a Ordem Pública (Art. 144 da Constituição Federal), sem que tenhamos o mínimo de espaço físico para colocar nossos homens, periodicamente, como soe acontecer ao longo de 204 anos, em regime de sobreaviso, expediente prolongado, prontidão e ordem de marcha.
Não nos esqueçamos que distúrbios civis são cíclicos, o que está em ordem hoje, amanhã poderá não estar. Facilmente, independente de qualquer ideologia, nas grandes cidades principalmente, uma massa humana pode se transformar de aglomeração em multidão, daí em turba e turba multa, e nesses casos somente as Polícias Militares, por capitulação legal e constitucional bem como, competência profissional, adquirida ao longo de séculos do exercício da atividade , historicamente, tem conseguido evitar a afronta pela força desmedida e as graves perturbações da ordem pública, com o fito de enfraquecer, destruir e provocar a dissolução do Estado/Governo, evitando males inimagináveis.
Portanto aqueles que inadvertidamente tem criticado que Quartéis de Polícia são grandes, tem campos de futebol, ginásios de educação física, espaçosos alojamentos e Ranchos etc, estão a apostar no caos, nos massacres, nos grandes desastres, na morte coletiva de brasileiros por ocasião de distúrbios civis. Essas pessoas, seja por inocência, ignorância, desconhecimento, romantismo exacerbado ou caracterizada má fé são um mal para a população fluminense."
....................................................................................................

Desta forma, não temos mais nenhuma dúvida, de que a realidade atual, com as manifestações, ora legais e  legítimas, ora entregues à sanha de baderneiros/arruaceiros,  afrontadores e destruidores da Ordem Pública, no centro da Cidade do Rio de Janeiro, está mostrando que estrategicamente, por exemplo, a localização do QG e do BPChq, não podem nunca sair daqueles sítios históricos. Materializar essa infame iniciativa, será realmente um crime de lesa-pátria, improbidade administrativa e ausência total de responsabilidade profissional/policial/militar, a demonstrar de maneira incisiva um ato de gestão temerária.