Uirapuru-verdadeiro, uma ave cercada de mitos e lendas
por Fábio Paschoal em 16 de janeiro de 2014
Você já ouviu uma música tão bonita que fez você parar tudo o que estava fazendo só para admirá-la? Assim é o canto do uirapuru-verdadeiro. Há quem diga que quando ele canta as outras aves silenciam para ouvir a melodia. Elas ficam hipnotizadas e passam a ser controladas pelo maestro (para ouvir o uirapuru veja o vídeo no final do post).
O nome uirapuru é dado a algumas aves da Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica. A maioria faz parte da família dos dançarinos (falei de um membro desse grupo no post Dançarino-da-cabeça-vermelha usa passos de Michael Jackson na dança do acasalamento). Os machos possuem cores vibrantes e fazem coreografias extremamente elaboradas na esperança de conquistar uma fêmea. Mas, quando o assunto é melodia, nenhum dançarino se compara ao uirapuru-verdadeiro, ave da família das corruíras cercada de mitos e lendas.
Uma das histórias se refere a um guerreiro que se apaixona pela esposa do cacique. Como não pode se aproximar dela, o rapaz pede ao deus Tupã para transformá-lo em pássaro. Todas as noites o jovem, em sua forma alada, se aproxima de sua amada e canta para ela. Mas o cacique também ouve a música, e começa a perseguir a ave com a intenção de prendê-la.
O pássaro se esconde na floresta e o cacique não consegue encontrá-lo. Mas o uirapuru não desiste. Ele canta todas as noites para a esposa do cacique na esperança que ela o descubra através de sua melodia.
Outra lenda conta a história de Oribici, uma índia que disputava o amor do chefe de sua tribo com outra mulher. O cacique organizou uma competição de arco e flecha para escolher sua esposa. A derrota foi devastadora para Oribici. Ela chorou tanto que suas lágrimas deram origem a um córrego.
Comovido com a tristeza da índia, o deus Tupã – para compensar pelo amor que Oribici havia acabado de perder – a transformou em um pássaro com um canto extremamente belo, capaz de enfeitiçar todas as aves da floresta.
Uma terceira lenda conta a história de um pássaro que foi atingido no coração por uma flecha disparada por uma moça apaixonada pelo seu canto. A ave se transformou em um belo guerreiro.
Tomado pela inveja, um feiticeiro compôs uma música com sua flauta encantada e fez com que o rapaz desaparecesse para sempre. Tudo o que restou foi o lindo canto do guerreiro, que pode ser ouvido até hoje na floresta.
O uirapuru-verdadeiro é considerado um talismã. Existem pessoas que acreditam que o homem que carregar uma pena da ave será irresistível para as mulheres e terá sucesso nos negócios. Também dizem que a moça que conseguir um pedaço do ninho manterá seu amado, fiel e apaixonado, por toda a vida. Mas essas superstições são prejudiciais à espécie, já que é preciso capturar o animal e destruir o local em que ele cuida dos filhotes.
Prefiro acreditar na lenda que diz que a pessoa que escuta o uirapuru pode fazer um desejo que será realizado no futuro. Assim podemos propagar um dos cantos mais bonitos que se pode ouvir na Floresta Amazônica.
O nome uirapuru é dado a algumas aves da Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica. A maioria faz parte da família dos dançarinos (falei de um membro desse grupo no post Dançarino-da-cabeça-vermelha usa passos de Michael Jackson na dança do acasalamento). Os machos possuem cores vibrantes e fazem coreografias extremamente elaboradas na esperança de conquistar uma fêmea. Mas, quando o assunto é melodia, nenhum dançarino se compara ao uirapuru-verdadeiro, ave da família das corruíras cercada de mitos e lendas.
Uma das histórias se refere a um guerreiro que se apaixona pela esposa do cacique. Como não pode se aproximar dela, o rapaz pede ao deus Tupã para transformá-lo em pássaro. Todas as noites o jovem, em sua forma alada, se aproxima de sua amada e canta para ela. Mas o cacique também ouve a música, e começa a perseguir a ave com a intenção de prendê-la.
O pássaro se esconde na floresta e o cacique não consegue encontrá-lo. Mas o uirapuru não desiste. Ele canta todas as noites para a esposa do cacique na esperança que ela o descubra através de sua melodia.
Outra lenda conta a história de Oribici, uma índia que disputava o amor do chefe de sua tribo com outra mulher. O cacique organizou uma competição de arco e flecha para escolher sua esposa. A derrota foi devastadora para Oribici. Ela chorou tanto que suas lágrimas deram origem a um córrego.
Comovido com a tristeza da índia, o deus Tupã – para compensar pelo amor que Oribici havia acabado de perder – a transformou em um pássaro com um canto extremamente belo, capaz de enfeitiçar todas as aves da floresta.
Uma terceira lenda conta a história de um pássaro que foi atingido no coração por uma flecha disparada por uma moça apaixonada pelo seu canto. A ave se transformou em um belo guerreiro.
Tomado pela inveja, um feiticeiro compôs uma música com sua flauta encantada e fez com que o rapaz desaparecesse para sempre. Tudo o que restou foi o lindo canto do guerreiro, que pode ser ouvido até hoje na floresta.
O uirapuru-verdadeiro é considerado um talismã. Existem pessoas que acreditam que o homem que carregar uma pena da ave será irresistível para as mulheres e terá sucesso nos negócios. Também dizem que a moça que conseguir um pedaço do ninho manterá seu amado, fiel e apaixonado, por toda a vida. Mas essas superstições são prejudiciais à espécie, já que é preciso capturar o animal e destruir o local em que ele cuida dos filhotes.
Prefiro acreditar na lenda que diz que a pessoa que escuta o uirapuru pode fazer um desejo que será realizado no futuro. Assim podemos propagar um dos cantos mais bonitos que se pode ouvir na Floresta Amazônica.






























1.Pleno acordo que o BOPE precisa voltar a sua atividade fim com ” UU “. Mas ….
2. O aumento de efetivo é necessário e compatível. Quando a PM tinha 20.000 homens, o BOPE tinha 180, portanto nada mais coerente que, para uma PM de quase 50.000 homens o BOPE tenha 450, afinal é um Batalhão e não uma Cia. O que não se pode abrir mão é que todo seu efetivo tenha sido escolhido a dedo e treinado como um OE. O BOPE é um subsistema da PM, portanto carece de fundamento as assertivas que seu pálido aumento de efetivo impeça o treinamento especializado e o controle sobre o comportamento de seus homens. Quando falei em subsistema quis dizer que quando o efetivo aumenta, o Estado Maior também aumenta, em recursos e em capacidade de Planejamento, Organização, Comando, Coordenação e Controle. Se tal não está ocorrendo, ai sim, pode-se prever um momento entrópico, por erro de gestão.
3.Uma tropa de Intervenção, permanente, tem que estar preparada para episódicas missões de ocupação sim. Faz parte do faseamento , do fator consequência de suas próprias missões. O que não pode ocorrer é que as ocupações sejam permanentes ou semipermanentes.
4.As vitimas fatais inocentes, infelizmente fazem parte das características do conjunto topotático/ violência dos criminosos ligados ao trafico de drogas/ uso de armamento de guerra, pelos criminosos e consequentemente pelas Policias. Este quadro causa as vitimas fatais, e não o maior ou menor emprego do BOPE. Aliás, pelo contrario, se não fosse o altíssimo grau de profissionalismo/ capacitação técnica/adestramento dos homens do BOPE , essas vitimas com certeza seriam bem mais numerosas.
5. O BOPE é sim, mais uma Unidade da PM. O BOPE nunca poderá ser tratado como outra PM. O BOPE não é um fim em si mesmo. Existe para, ao cumprir suas cada vez mais complexas missões, elevar também, cada vez mais o nome da bicentenária Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
6. O BOPE superará mais essa crise. Já o fez antes. Digo-lhe que já foi até bem pior em outras épocas, quando os inimigos internos eram mais poderosos e melhor colocados na cadeia de comando.
7. Grande abraço e obrigado mais uma vez por sistematicamente defender nossa PM.
Cel PM Wilton Soares Ribeiro