quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Tempos dificeis...

Aceitar nunca, mas consigo ver e até entender o que está acontecendo neste difícil momento de não pagamento do soldo da Tropa, afinal o Pais  e seu entes federativos passam por crise "nunca dantes vista" em época  alguma. Não me perguntem por que, é só ler os OCS, afinal conseguiram, após um, esforço inaudito, continuado e com determinação "digna de elogio",  falir a oitava economia do mundo. Já havia passado por algo parecido, como Tenente,   antes da fusão, quando as pobres finanças do antigo Estado do Rio de Janeiro empurravam o pagamento do salário por dois, às vezes até três ou quatro meses com atraso, tendo algumas vezes,  alguns mais voluntariosos atacado " pontos de bicho" indiscriminadamente, no afã de chamarem a atenção dos governantes para essa desídia governamental.

A partir de 1975 porém, com nossa absorção pela Guanabara, Cidade Estado rica , tal fato não mais se repetiu, a não ser nos períodos de descalabro inflacionário, onde calendários  de pagamento de salários foram mudados, algumas vezes  ao bel prazer de Governadores, mas nunca  deixaram de pagar a Tropa fardada e armada

Mas o que não consigo entender e não  aceitar  em nenhuma situação, é o retorno dos títulos nobiliárquicos, em pleno regime republicano . Se o cajado tem que se abater com o máximo vigor que a situação requer, que o faça no entanto sobre a cabeça de todos , sem nenhuma distinção,  sem nenhuma instituição de castas e privilégios.   Por que o nobre Poder Judiciário, o MP, a Defensoria, o Poder Legislativo, etc, ficaram de fora do tratamento de choque? Seriam funcionários públicos de primeira categoria, e consequentemente nós, de terceira ou quarta. Não,  nas Constituições,  nem Federal, nem Estadual não existe essa distinção. Então é decisão  discricionária   do Governante. E isso está totalmente errado, em um caso de crise como a que estamos vivendo,  mais  do que nunca, necessita-se da equanimidade,    " O pau que der em Chico tem que dar também em Francisco", do contrário estar-se-á abrindo exceções  para problemas seríssimos no campo da ordem pública, tanto interna como exógena. 

O peito e o estômago da Tropa, homens de prata e alguns  de bronze, podem de repente  intuir que a insigne Cientista Politica  Silvia Ramos, Diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania  da Universidade Candido Mendes,  estaria correta  em sua infeliz opinião, postada no Jornal O Dia de ontem ( 1º/ 12/ 2015), pag 03, na qual alardeia que :  "Há graves problemas estruturais na cadeia de comando da PM. As bases não mais respondem às mudanças nos comandos. A PM se tornou ingovernável ". E com ela, a Dra. Silvia,  está também de pleno acordo o Diretor Executivo da Anistia Internacional, Atila Roque,  quando diz na mesma matéria  : " Como é possível esperar coerência nas politicas de segurança, quando, a cada ano,  as sucessivas trocas impedem a conclusão de um ciclo de gestão ? Causa perplexidade. "

Historicamente, bom ressaltar que não se deve brincar com homens fardados e armados, profundos conhecedores e eternos aplicadores  do sentimento  do dever.

Viva PM !!! Selllvaaa !!!


2 comentários:

  1. Este é o Rio que você conhece:

    • O governo do Rio parcelou o pagamento dos servidores
    • O governo do Rio alega não ter dinheiro para pagar o décimo terceiro dos servidores
    • O governo do Rio teve telefone e gás cortados por falta de pagamento
    • O Estado não paga aos fornecedores e os hospitais estão abandonados, escolas e universidades estão sujas e as crianças recebem biscoito no lugar das refeições

    Mas este é o Rio que você ainda não conhece:

    • O Rio é o Estado que menos gasta com servidores: apenas 29,55% da arrecadação
    • O governo do Rio já gastou mais de 5,120 bilhões em obras para as Olimpíadas
    • O governo do Rio está doando 39 milhões de reais à Supervia, que pertence à bilionária empreiteira Odebrecht
    • O governo do Rio arrecada por ano mais de 70 bilhões de reais
    • O governo do Rio não deixou de pagar a nenhuma empreiteira
    • O governo do Rio não dispensou nenhum apadrinhado comissionado.
    • Os servidores estaduais estão até agora (dezembro) com 0% de reajuste

    Onde está a crise? Não se deixe enganar! A verdadeira crise no Rio é a crise moral!

    Sind-Justiça - Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro
    Assemperj - Associação dos Servidores do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro
    Asproerj - Associação dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro
    Asdperj - Associação dos Servidores da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
    Ascierj - Associação dos Servidores da do Controle Interno do Estado do Rio de Janeiro
    Exec-Rio - Associação dos Executivos Públicos do Estado do Rio de Janeiro
    Sindalerj - Sindicato dos Funcionários da Alerj
    Fenasempe - Federação Nacional dos Servidores dos Ministérios Públicos Estaduais
    Sepe - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro
    Atfaetec - Associação dos trabalhadores da Faetec

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  2. Hoje foi apesentado o Museu do amanhã... E ai, ? Os idosos, doentes, praças, cabos, sargentos e oficiais, vão vender a janta para almoçar no outro dia dentro do museu?

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